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Subestimada pela historiografia oficial, a aliança entre o Brasil e os Estados Unidos foi fundamental para o resultado da Segunda Guerra Mundial. Este estudo definitivo destrincha a coalizão desde o início, na década de 1930, até seu desfecho, nos anos 1970.
Talvez os brasileiros se surpreendam ao saber que muito antes do ataque à base naval de Pearl Harbor, em 1941, seu país já era alvo de planejamento militar dos Estados Unidos. O interesse começa em 1939, com o medo crescente de que as nações do Eixo atacassem os Aliados pelo Atlântico Sul durante a Segunda Guerra Mundial. Trazer as forças para o Brasil seria, portanto, a estratégia ideal para afastar a ameaça. A negociação resultou numa aliança que se encerraria somente em 1977, sobrevivendo ao confronto mundial e às crises dos anos subsequentes.
No período, a força estadunidense construiu dezesseis instalações militares no país, entre elas a Base Aérea de Natal, a maior base norte-americana fora dos EUA, que abastecia os aliados no Oriente Médio e na Ásia. O Brasil, por sua vez, formou a FEB (Força Expedicionária Brasileira) e enviou um esquadrão de caças para lutar na Itália, tornando-se a única nação da América Latina a participar diretamente do confronto.
A partir dos arquivos brasileiros e dos documentos da inteligência americana que se tornaram públicos, Frank D. McCann demonstra como a aliança mudou o curso da Segunda Guerra e impactou, política e culturalmente, ambas as nações.
