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Tendo por base o reinado do faraó Akhenaton, que ocorreu por volta de 1352-1336 a. C, esta obra buscou analisar as imagens de Nefertiti na arte de Amarna, observando as relações entre a androginia presente nestas e o elevado status atingido pela rainha. O estudo apresenta um panorama sobre a XVIII dinastia, abordando os principais aspectos de cada reinado, bem como a religião no Egito Antigo. Analisa especificamente o reinado de Akhenaton, enfocando as características de sua reforma político-religiosa. Mostra os preceitos da arte canônica egípcia e da arte amarniana, deixando por último a análise das imagens da rainha. A partir da catalogação de imagens, verifica-se que Nefertiti aparece, basicamente, assumindo funções distintas em três contextos sociais, seja no aconchego familiar, nos rituais de culto a Aton ou no cenário político. Ao exercer funções sacerdotais, observa-se que a rainha assume uma função equivalente a de 'Esposa do Deus'. Ao ser retratada com a família, a maioria das cenas a relaciona à deusa Tefnut, elevando seu status ao de deusa encarnada. Por fim, ao ser mostrada usando paramentos típicos de faraó e em postura comum à iconografia dos reis, Nefertiti se iguala a Akhenaton e atinge o mais alto posto da hierarquia monárquica egípcia, o de faraó.
